No embalo do aumento de 60% nas vendas do setor, uma rede de franquias aproveitou o resultado positivo para investir em games.
“Realmente o mercado está bombando. Hoje temos jogos 40% mais baratos
do que dois anos atrás, com as empresas que vieram agora para o Brasil,
trazendo o jogo traduzido em português”, disse o franqueador David
Willian Silva.
A loja atende público variado, das classes A, B e C. A maioria é homem, de 15 a 35 anos, e consumidor fiel.
“Eu venho aqui praticamente uma vez por mês. Como eu venho uma vez por
mês, eu praticamente gasto um terço do que eu ganho aqui na loja”, disse
o cliente Renan Silva.
A franquia de uma loja de games de 30 metros quadrados custa R$ 165
mil. Este valor inclui tudo: reforma, mobiliário, estoque e taxa de
franquia.
Em média, uma loja fatura R$ 80 mil por mês. O lucro é de 12 a 15%. A
rede assessora o franqueado em cada etapa da montagem do negócio, treina
a equipe e ensina a administrar a loja. Hoje, a rede tem seis unidades
franqueadas.
Daniel Delentini e Renato Kawakubo montaram esta unidade em abril deste
ano. A loja funciona todos os dias, manhã, tarde e noite, e fica sempre
cheia. Recebe mais de três mil clientes por mês.
“Está indo muito bem, está vendendo bem - o esperado, dentro do
planejado, do esperado mesmo - e foi uma parceria que apostamos e está
dando certo”, disse Kawakubo.
Para chamar a atenção de quem passa, a vitrine tem duas TVs, que passam
jogos o tempo todo. Nas paredes internas, prateleiras com dezenas de
jogos divididos por categoria. No meio da loja ficam os agregados:
bonecos e pelúcia dos personagens, que representam 25 % do faturamento.
Nos fundos da loja, um ambiente indispensável: um espaço para as pessoas
experimentarem os lançamentos.
“Com isso, a gente pode jogar um pouco o jogo e testar para ver se é do
nosso gosto. Eu acho interessante, importante ter um espaço assim”,
disse o cliente Israel da Silva.
Os games são vendidos por R$ 59 a R$ 199. Já os consoles custam a
partir de R$ 400. A maioria dos clientes parcela em até seis vezes. Para
concorrer com grandes magazines, a loja conta com a grande oferta de
produtos, cerca de 10 mil itens de equipamentos e games. E aposta no
treinamento para vender mais.
“É um treinamento continuado que a franqueadora dá. A gente possui o
consultor de campo, ele vem e consegue identificar qual a deficiência
que o franqueado tem nesse momento, e dá um treinamento baseado
naquilo”, disse Edinaldo Costa, gerente de expansão da franquia.
Em média, cada cliente gasta R$ 160 por mês. Os jogos mais vendidos são de ação, aventura e futebol.
Com o mercado de games em alta, a rede de franquias quer focar em cidades menores onde quase não há concorrência.
“A gente está captando investidores para cidades acima de 200 mil
habitantes, porque hoje você vê que as lojas de videogames estão
concentradas nos grandes centros, e a gente percebeu que existe um
grande potencial no Brasil inteiro para expansão da rede”, disse
Edinaldo Costa.
O diretor da maior feira de games da América Latina, Marcelo Tavares, garante: não há crise no mercado de games.
“O mercado brasileiro realmente é a bola da vez no cenário
internacional, com potencial para colocar o Brasil como terceiro
principal do mundo nos próximos anos”, disse Marcelo Tavares. Diretor da
Brasil Games Show.
CONTATOS:
V12 GAMES – MATRIZ
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